Programa Turma Legal

Educação socioemocional do 1o ao 5o ano do ensino fundamental.

Simples, conceitualmente rigoroso, efetivo e integrado ao que já acontece nas escolas e secretarias de educação. A abordagem inclui o desenvolvimento humano do professor. Opção de participação gratuita ou plano Formação e Acompanhamento Continuados (R$ 200 anuais por escola). Desde 2015.

Por que educação socioemocional é fundamental?

A educação socioemocional visa o desenvolvimento da personalidade dos alunos. Essa definição explicita a sua transcendência como missão da escola. Afinal, o que poderia haver de mais importante do que isso?  Mas seus resultados vão muito além.

  A formação da personalidade é o objetivo essencial e suficiente da educação socioemocional. Mas há dois outros resultados importantes comprovados.

  Como é natural, os alunos aprendem mais quando fortalecem habilidades como a dedicação, a curiosidade, a autoconfiança e tantas trabalhadas na educação socioemocional. Em termos da teoria das inteligências múltiplas, dizemos que a inteligência emocional se associa e dá mais potência aos outros tipos de inteligência.

  Por outro lado, a educação socioemocional eficaz fortalece a união e os comportamentos amistosos entre as crianças. Com isso o ambiente da sala de aula se torna mais tranquilo e cooperativo, o que favorece o trabalho do professor e a aprendizagem de todos.

  Essa influência no clima da sala de aula reduz o acúmulo de microestresse cotidiano do professor, que tem menos trabalho para ordenar o grupo e resolver questões de disciplina. O Turma Legal tem ainda a peculiaridade de aumentar o conhecimento dos alunos e o afeto recíproco. Por esse duplo viés a educação socioemocional incide na saúde mental do professor e contribui para uma vida profissional mais gratificante e harmônica.

  Professsores felices são mais motivados e conseguem mais resultados no seu trabalho.

Educação socioemocional integrada ao já existente

O desenvolvimento da personalidade dos alunos é necessariamente ação continuada e de longo prazo. A integração às rotinas e ao planejamento existente é então fundamental. Também uma gestão moderna que descarte burocracias e tarefas inúteis.

  Reconhecer a sobrecarga dos sistemas de educação é a base prática do programa. Facilitar é a palavra de ordem.

  Por isso o Turma Legal NÃO É uma nova disciplina. É um conteúdo para o Ensino Religioso ou para matéria eletiva já existente.  

  O município escolhe uma pessoa para acompanhar o programa, com dedicação específica de até duas horas semanais. Damos a essa pessoa suporte e orientação permanente.

  Ela recebe mensalmente em PDF três planos de aula para cada turma do 1º ao 5º ano.  Sua missão é que cheguem aos professores, geralmente via coordenadores pedagógicos.

  Formação online em baterias com oito horários e videoaulas são propostas (em modo básico para quem optou pela participação gratuita).

  Nos municípios que participam no plano Formação e Acompanhamento Continuado produzimos relatórios de engajamento por escola. Nesses municípios os professores podem validar as atividades que realizam no aplicativo Turma Legal, e com isso ganhar créditos para o certificado de formação continuada por mérito individual.

  Informações sintéticas de andamento são enviadas à coordenação de ensino e ao/à dirigente municipal de educação nas duas versões do programa.

Depoimentos de dirigentes da educação, coordenadores de ensino, diretores, coordenadores pedagógicos e professores de vários anos, municípios e formas de participação (individual, escola, município). Amplie  o mapa. Escolas não localizadas constam na sede municipal. Elas podem ter mudado de nome desde o registro do depoimento. 

Como acontece o programa Turma Legal?

Os municípios recebem planos de aula específicos para cada turma do 1º ao 5º ano. Há uma formação inicial online para todos os municípios e outras três para os que optaram pela formação continuada. Recomenda-se inserir no ensino religioso. Outras formas de integração são possíveis, à critério do município.

  Os articuladores municipais recebem orientação inicial e diversos materiais para apresentação do programa na rede, incluindo vídeo. Recomenda-se vivamente que o articulador seja alguém vinculado ao acompanhamento do ensino.

  Iniciando o programa acontece uma formação online disponível também em videoaula. Outras três formações anuais são oferecidas aos municípios com formação continuada.

  Os planos de aula são claros e concisos, e trazem o passo a passo de execução assim como indicações contextualizadas para o professor aprender com o que está fazendo. A simplicidade de aplicação é avaliada em 9,1. Levantamento junto aos professores mostrou que a partir da terceira atividade já dominam os procedimentos.

  Os professores são convidados a dar duas devolutivas anuais via formulário online, com retorno para o município do engajamento em cada escola.

  O Turma Legal foca em três aspectos cruciais da personalidade: a autogestão, que é o maior preditor de vida futura da criança; o comportamento pró-social (empatia, cooperação, aceitação, solidariedade etc.) e a resiliência emocional, especialmente para apoiar  as crianças que sofrem por situações familiares ou sociais desestruturantes. 

  De um modo geral, busca-se que as crianças fortaleçam um autoconceito positivo como orientador de suas condutas. 

Formação técnica e humana dos professores

A interação com as crianças durante as atividades constitui uma formação em serviço que proporciona ricas descobertas pessoais e profissionais. As indicações contextualizadas dos planos de aula, os textos de leitura, as formações online e videoaulas completam o Aprender Fazendo bem avaliado pelos participantes.

  A educação socioemocional não é instrucional, pois não há conteúdo a repassar. Ela consiste em provocar assimilações e acomodações psicológicas nas crianças mediante estímulos emocionais-cognitivos. 

  Essa característica intrínseca somada a interação dialógica com as crianças são a base da formação em serviço do professor no programa Turma Legal.  

  A provocação que ele faz às crianças (“o que pensam do passarinho na gaiola?” ou “quando foi a última raiva que tiveram?”) e o que ouve delas na conversação que estimula ativam naturalmente seus próprios sentimentos e memórias. Só um bloqueio neurótico poderia impedir o envolvimento espontâneo.

 Para reforçar o envolvimento os professores são solicitados a relatar histórias de vida pessoais durante as atividades. A retroalimentação é uma arapuca natural amistosa que os envolve como sujeitos da própria formação que ministram. Isso faz que 83% declarem muito impacto pessoal ou profissional do programa.

  Chamamos de formação humana profunda a esse envolvimento. Associada ao aumento do conhecimento e do afeto pelas crianças, ela melhora o aproveitamento das indicações pedagógicas e didáticas contextualizada dos planos de aula. Esse é o embasamento do aprender fazendo efetivo no programa.

  Uma problematização honesta e elementar leva a reconhecer que o burnout faz com que nem todos os professores tenham disposição para a educação socioemocional. Como praticá-la quando se está em estado de rechaço emocional da profissão, que pode chegar facilmente ao distanciamento afetivo com os alunos? 

  No Turma Legal conseguimos identificar facilmente esses professores, quando numa devolutiva com avaliação predominante 8, 9 e 10, aparecem notas 0, 1, 2, 3…

  Não há resposta mágica para essa questão e certamente empilhar formações clássicas não resolve – poderia até ser um agravante – pois esses professores estão eles mesmos precisando de apoio e acolhida. Vemos aí um campo de intervenção das equipes multidisciplinares.

  No Turma Legal acreditamos e apostamos no fato de que a redução da resistência inicial pela simplicidade de aplicação das atividades e a interação afetiva com as crianças possam gradativamente abrir o bloqueio dos professores com perfil de burnout moderado ou mesmo médio.

Por que focar no fundamental I?

Na etapa da vida que coincide com o ensino fundamental I (6 a 10/11 anos) acontece uma transição importantíssima na evolução psicológicas das crianças, que saem progressivamente do mundo no EU para entrar no mundo do NÓS.

  Na terceira infância, o amadurecimento da personalidade tem como contexto a socialização na escola e os desafios de atenção, autocontrole e aprendizagem subjacentes, que também marcam as expectativas familiares. Acontece também a transição da dependência psicológica na família para a afirmação dentro do contexto social.

  A criança sai progressivamente do egocentrismo para entrar no mundo do NÓS, desenvolvendo a capacidade de se ver na relação com o outro (reciprocidade), de entender a perspectiva do outro (empatia cognitiva) e de ver a mesma questão sob vários aspectos (descentração). Aparecem nas relações de amizade a percepção de interesses em comum, a confiança, o afeto, a consideração do outro. O autoconceito passa a ser mais rico e a autoestima a ser influenciada pela comparação social e pela avaliação dos pares e dos adultos.  

  Nesta etapa a criança vai fazer gradativamente a transição da heteronomia  (as regras são vistas como naturais e absolutas, estabelecidas pela autoridade reconhecida dos adultos) para a autonomia (percepção de que as normas podem ser renegociadas entre pares e desenvolvimento do julgamento moral próprio considerando a intenção do outro e as consequências).

  A terceira infância é um momento crucial de preparação para a adolescência, da qual ela constitui a base imediata. A personalidade fortalecida nessa etapa permitirá à criança encarar melhor a revolução hormonal da adolescência e a explosão do desejo de autonomia.

A educação socioemocional como cultura escolar

A pedagogia ativa, princípio e base da educação moderna, se apoia na compreensão e o respeito da realidade psicológica do aluno. A educação socioemocional sensibiliza os professores para o necessário exercício de atenção-ação que a educação ativa requer.

  As atividades Turma Legal são momentos específicos valorizados pelas crianças, segundo os relatos e a avaliação dos professores. É fácil entender o motivo: são convidadas a falar delas mesmas em um contexto de afeto e acolhimento, o que raramente ou nunca acontece nas suas vidas.

  Mas a educação socioemocional vai além dos momentos específicos enriquecidos. É uma ATITUDE que deve permear o cotidiano dos profissionais da escola, do diretor ao porteiro, e especialmente dos professores, pois a personalidade se molda nas interações interpessoais e sociais cotidianas. TODO é educativo a esse respeito na escola.

 Nossa principal contribuição para a difusão dessa visão abrangente é induzir os professores do programa a praticar com as crianças em todas os momentos os princípios da Escuta Ativa e estímulo socioemocional dirigido que treinam no Turma Legal. 

  A satisfação dos professores do programa (ver a seguir) os torna embaixadores informais dessa visão perante os seus colegas. Completamos com a possibilidade de qualquer profissional da educação participar das aulas online e assistir às videoaulas do programa.

  Essa intenção de disseminar o olhar socioemocional da educação se expande para a sensibilização das equipes técnicas das secretarias de educação, diretores e coordenadores pedagógicos.

  Aos municípios em estágio mais avançados propomos uma orientação para a avaliação socioemocional das crianças pelos professores, e a escolha dos melhores estímulos para o reforço de suas personalidade, dentro das necessidades de cada uma que a avaliação permite definir.  

Avaliação. Dezembro 2025, professores de 1340 turmas.

  • Satisfação de participar: 9,3 de 10 
  • Interesse dos alunos: 9,0 
  • Facilidade de aplicação: 9,1 
  • Melhor conhecimento dos alunos: 9,1
  • Aumento do afeto com os alunos: 9,2
  • Efetividade do Aprender Fazendo como formação do professor: 8,9
  • Valor no plano humano e profissional pessoal próprio: Muito 83% – Médio 15% 
  • Valor para o entendimento e a cooperação entre alunos. Muito 76% – Médio 23% 
  • Valor para o aumento da disciplina em sala de aula. Muito 66% – Médio 33% 
  • Valor para a formação da personalidade dos alunos. Muito 73% – Médio 24% 

Visão conceitual

  O Turma Legal se apoia em pesquisas, estudos e teorias que tratam da criança dentro do diversificado campo da ciência da psicologia. Sobre uma base biológica e genética, a personalidade se desenvolve nas interações com o meio.

  O programa foca no coletivo turma escolar, espaço de interações entre crianças. A turma escolar é o segundo grupo social em importância para a maioria delas, atrás apenas da família. Os grupos sociais primários exercem uma forte influencia sobre seus membros, pois neles as relações são intensas e significativas. Essa pregnância é reforçada no programa pela valorização simbólica continuada de ser e desejar ser “uma turma legal”.

  A interação dialógica entre as crianças, conduzida pelo professor em Escuta Ativa, é o elemento central do programa do ponto de vista metodológico. Por meio dela trabalhamos o espelhamento, definido como a percepção da acolhida dos outros as palavras, atitudes e atos próprios, e o julgamento das palavras, atitudes e atos dos outros. A palavra que circula ativa as funções cognitivas e clarifica a comunicação, tornando mais cristalino e profundo o espelhamento. Ela também é o elemento catártico/catalisador que cria novas conexões entre elementos antes dispersos ou desconectados na mente da criança (consciente e pré-consciente) com possibilidade de insights ou de fechamento de gestalts.

  Parafraseando Piaget, caminhamos com as pernas da assimilação e da acomodação no plano da evolução da personalidade.

Resultados esperados

  • Incidência positiva no desenvolvimento da personalidade das crianças.
  • As crianças chegam à adolescência com inteligência emocional fortalecida.
  • Aumento do entendimento entre as crianças e da coesão das turmas.
  • Criação de um clima favorável ao ensino e à aprendizagem.
  • Rejeição ao bullying na escola.
  • Redução do estresse e contribuição para a harmonização da vida docente.
  • Desenvolvimento profissional e humano do professor.

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O programa Turma Legal é uma realização da organização da sociedade civil Comunicação e Cultura, fundada em 1991 em Fortaleza.

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